

Para saber mais clique AQUI
O Concelho de Oeiras até há cerca de 30 anos ainda olhava para a sua agricultura como sector económico relevante. Hoje, em nome da tercearização "avançada" teme, por vergonha, falar e assumir-se também rural. Como se os tempos que aí estão não nos dissessem que o chavão da sustentabilidade faz todo o sentido. Quase todos descendemos de hortelãos e, sendo mais velhos e habitantes do Concelho há mais tempo, recordamos ainda as doces laranjas que víamos colher junto às ribeiras do Jamor e de Barcarena, as máquinas que joeiravam o trigo em época de Estio por todo o Concelho. Bom dirão alguns...mas a vida não era fácil e éramos muito menos habitantes. Pois era!
As lições vêm agora da realeza e dos Obamas, de Guimarães e até de Oeiras (espaços improvisados a ver AQUI).
Que mais será necessário para provar aos nossos autarcas que a ruralidade não tem que ser um estigma e pode conviver com a cidade moderna (ver AQUI). Pelo menos o exemplo das hortas pedagógico-sociais podia e devia frutificar. Será que alguém nos ouve?
PS: Para que não fique a ideia de que o articulista "quando vê uma enxada se põe logo a cavar", também ele e outros produzem frutas, legumes nos seus exíguos"back yards" do Alto do Lagoal e Vale da Terrugem. Parece mentira, mas não é. 
Veiga de 
