O Blog do Movimento de Moradores do Alto do Lagoal e Vale da Terrugem

Ponto de encontro e mobilização dos habitantes do Alto do Lagoal e Vale da Terrugem dirige-se, também, a todos os interessados pelas questões da cidadania e melhor qualidade de vida.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

300 ANOS DA IGREJA DO MENINO DEUS: 1711-2011



 


Tivemos ontem a oportunidade de ouvir uma interessante palestra do Dr. Ricardo Branco, especialista em matérias de património e do seu restauro, que abordou a temática da "Arquitectura Barroca Nacional" centrada nesta edificação quase intacta desde a sua edificação, não obstante o terramoto de 1755.
A autoria da obra é atribuída ao Arquitecto Real João Antunes (1642-1712), também autor da Igreja de Santa Engrácia (actual Panteão). Mandada edificar por D. João V, esta igreja foi sagrada em 1737, data em recebeu a imagem milagrosa do Menino Deus da Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco de Xabregas. A frontaria nunca foi concluída, faltando-lhe o remate de frontão e das torres campanário. No interior encontramos um "verdadeiro espectáculo da obra total do Barroco". O espaço interior (grande salão), de forma oitavada, tem as paredes integralmente revestidas de pedra com embutidos de pedraria de várias cores. A talha dourada está limitada aos retábulos de oito altares com pinturas de André Gonçalves e de André Ruvira. O retábulo da capela mor é da autoria do italiano João António Bellini, de Pádua. Na capela mor podemos observar telas de Vieira Lusitano e do italiano Francesco Pavona. O tecto é obra de parceria, pintado em tromp - l´oeil, representa a ascensão de S. Francisco com as Virtudes.
Ao lado da Igreja foi edificado um convento para as Franciscanas Manteladas da Ordem Terceira de S. Francisco, de Xabregas. Neste  local funciona hoje o Centro Social do Menino Deus, gerido pela congressão de S. José de Cluny.
Este repositório de Arte pode ser visitado bastando, para tanto, o contacto com as irmãs (porta ao lado da Igreja) ou uma chamada telefónica (ver post anterior) para grupos organizados.*
* Este texto foi obtido a partir de informação distribuída no local. 

sábado, 2 de julho de 2011

IGREJA DO MENINO DEUS


"A Igreja do Menino Deus é uma igreja localizada na freguesia de Santiago em Lisboa.
Esta classificada como Monumento Nacional desde 1918. A igreja tem estilo conventual, barroco, tendo sido construída por altura do reinado de D. João V (1711). Foi projectada pelo arquitecto João Antunes.
Foi concluída por João Frederico Ludovice. No local havia já um hospital denominado de Mantelatos da Ordem Terceira de São Francisco de Xabregas, que continha uma imagem milagrosa do Menino Jesus.
O rei D. João V, ao ouvir os relatos dos milagre, resolveu erguer um templo, alguns meses antes do nascimento do seu primeiro filho.
A igreja tem semelhanças com a Igreja de Santa Engrácia, situada no Campo de Santa Clara. Possui, no interior, uma capela-mor e oito capelas. Outros elementos incluem altares de talha dourada, pintura de tecto e duas estátuas. Possui também azulejos com temas religiosos.
O pórtico apresenta colunas corínteas."
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Programa do início das comemorações dos 300 anos da Igreja do Menino Deus
Horário especial de abertura: 2, 3 e 4 de Julho das 10:30h às 19h (encerra 13-14h)
VISITAS GUIADAS (gratuitas):
- domingo dia 3 às 15h (Dra. Adélia Caldas)
- segunda-feira dia 4 às 18h (Dr. Ricardo Branco)

MISSA DO ANIVERSÁRIO: 2ª feira dia 4 de Julho às 11:30h
IGREJA DO MENINO DEUS
Largo do Menino de Deus, Lisboa
Telefone: 21 8885650
Monumento Nacional (Decreto n.º 5 046, DG n.º 268, de 11-12-1918)

Informação e imagem recolhidas no blogue:  http://cidadanialx.blogspot.com/2011/07/300-anos-da-igreja-do-menino-deus.html

terça-feira, 19 de abril de 2011

A LEI DA SEPARAÇÃO

"EXPOSIÇÃO: A LEI DA SEPARAÇÃO: ESTADO E IGREJAS NA REPÚBLICA
Inauguração: 20 ABRIL 17HOO
Período de exibição: 20 ABRIL a 31 AGOSTO 2011 2ª a 6ª feira das 10H00 às 17H00
Entrada Livre



Para saber mais clique em:


domingo, 27 de março de 2011

DESABAFOS EM TEMPO DE CRISE?

D. Carlos de Bragança


...a quem raúl Brandão atribui esta frase vernacular e premonitória de que

..."vivemos num país de bananas governado por sacanas".

Ontem como hoje! Será sina?


Aprendemos da História (gloriosa) que durante a Idade Média nos bastámos com o que produzíamos, saqueávamos (enquanto houve terras de moirama) e retirávamos legalmente do corso (eufemismo para designar pirataria). Depois começou a "desgraça" dos descobrimentos (ideia transmitida por António Sergio, avatar socialista, pai do cooperativismo português, em época de ditadura). Encontrámo sempre safa com o que nos vinha de fora - foram os "ciclos económicos". Ele era o ouro e os escravos de África, as especiarias, o acúcar, o ouro e os diamantes do Brasil, as remessas dos "brasileiros" e depois dos "franceses" e, por fim (até ver) os fundos comunitários. Tudo se esfumou, tudo se se esbanjou. Mas se na natureza nada se perde...com certeza que os milhares de milhões de que tanto se fala foram para algum lado (que não apenas para investimentos improdutivo) e deles alguma coisa sobrou. Em épocas de crise são muitos a pagar a factura mas, como sempre, alguns a "engordar". No passado foram aristocratas e burgueses, hoje serão os "chicos espertos" (os boys)...ou aqueles a quem o rei D. Carlos, em véspera de regicídio, não desdenhava apontar usando a linguagem da "piolheira" (leia-se o "povinho") que seremos nós.


Nota: Este artigo responsabiliza o autor devidamente identificado.


sexta-feira, 25 de março de 2011

BIOMBO NAMBAM

*
Os biombos Nambam contam
A história alegre das navegações
Pasmo de povos de repente
Frente a frente

Alvoroço de quem vê
O tão longe tão ao pé

Laca e leque
Kimono camélia
Perfeição esmero
E o sabor do tempero

Cerimónias mesuras
Nipónicas finuras
Malícia perante
Narigudas figuras
Inchados calções

Enquanto no alto
Das mastreações
Fazem pinos dão saltos
Os ágeis acrobatas
Das navegações

Dançam de alegria
Porque o mundo encontrado

É muito mais belo
Do que o imaginado

Sophia de Mello Breyner Andresen, Ilhas, 1987**

*Pormenor de um Biombo Namban, parte de uma excelente colecção que pode ser visitada no Centro Científico e Cultural de Macau http://www.cccm.mctes.pt/page.php?itemh=0

quinta-feira, 24 de março de 2011

PALÁCIOS NA JUNQUEIRA

Palácio Condes da Ribeira Grande na Rua da Junqueira

Armas
"De negro, com uma torre de prata assente num monte verde, sustida por dois lobos rampantes de ouro. Timbre: um dos lobos do escudo, passante.
O ramo dos condes-marqueses da Ribeira Grande (primeiro condes de Vila Franca) usa: o escudo de verde, com uma torre de prata, rematada por uma cruzeta de ouro, sustida por dois lobos rampantes de sua cor; usam por divisa: PELA FÉ, PELO PRÍNCIPE, PELA PÁTRIA.

Com origem numas casas nobres do 2.° Marquês de Niza, ampliadas e remodeladas pelo 1.º Marquês da Ribeira Grande, no século XIX, o Palácio Condes da Ribeira Grande vale sobretudo pelo exterior oitocentista da fachada a sugerir afinidades com o Palácio de Queluz.

Apesar das modificações por que passou, são ainda muitos os elementos originais do antigo palácio, como o pórtico nobre instalado na fachada monumental de dois pisos, ordenada a partir do portão central, os jardins (parcialmente conservados) e a capela de Nossa Senhora do Carmo, com a sua fachada principal tripartida, nave praticamente quadrada e retábulo-mor da autoria de Máximo Paulino dos Reis.

Profundamente alterado no século XX, o Palácio albergou o Colégio Arriaga e o Liceu D. João de Castro e posteriormente a Escola Secundária Rainha D. Amélia."
Nota:Informação recolhida na NET