O Blog do Movimento de Moradores do Alto do Lagoal e Vale da Terrugem

Ponto de encontro e mobilização dos habitantes do Alto do Lagoal e Vale da Terrugem dirige-se, também, a todos os interessados pelas questões da cidadania e melhor qualidade de vida.
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domingo, 3 de outubro de 2010

IGREJA DE ST. ANTÓNIO EM TERCENA E QUINTA DO FILINTO





Igreja de Stº António (Séc. XVIII): Construída em 1742, segundo a data inscrita na porta principal, situa-se no centro de Tercena. (A primeira imagem obtida em Wikipédia)

As duas imagens seguintes reportam-se à fachada principal da Igreja e a um pormenor do que resta de uma parede de azulejos evocativos dos milagres de St. António. As fotografias referidas foram recolhidas nesta data, imediatamente antes do almoço tertúlia, promovido pela Associação Cultural de Oeiras - Espaço e Memória, que decorreu na Quinta do Filinto, em Tercena. Após o almoço ouvimos uma interessante palestra da Srª. Drª. Maria Micaela Soares, investigadora e grande conhecedora da cultura saloia. No fim da tarde o anfitrião Sr. Fernando Silva (jornalista, encenador, animador local, grande activista da cultura) mostrou-nos o repositório-museu, com objectos que guarda há muitos anos e que nos remetem para o tempo em que Oeiras era terra de produção agrícola onde o saloio deixou marcas indeléveis (última imagem).

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ROCIO MÁRQUEZ NO FESTIVAL SETE SÓIS SETE LUAS



Rocio Márquez, de 25 anos, é a estrela do Sul, é a nova voz flamenca da Andaluzia nos seus quatro pontos cardeais. Para saber mais clique em CMO

terça-feira, 17 de agosto de 2010

FESTIVAL SETE SÓIS SETE LUAS

Maria Del Mar (Andaluzia, Cádiz)

20-08-2010 Local: Fábrica da Pólvora de Barcarena 22H00

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ORCHESTRA POPOLARE ITALIANA (Itália)

ORCHESTRA POPOLARE ITALIANA (Itália)

A Orchestra Popolare Italiana (OPI), dirigida por Ambrogio Sparagna, é promovida por uma das mais importantes instituições musicais de Itália, o Auditorium Parco della Musica de Roma. O seu repertório inspira-se nas diferentes tradições musicais das regiões da Itália, utilizando para este efeito os instrumentos do riquíssimo património cultural da música popular italiana: acordeão, sanfona, bandolim, flautas dos pastores, “zampogna”, “ciaramella”, “tamburelli”... Estreia Nacional
06-08-2010 Sexta 22HOO
Local: Fábrica da Pólvora de Barcarena*
* Informação no Sítio da CMO

terça-feira, 22 de junho de 2010

FESTIVAL SETE SÓIS SETE LUAS



O “Festival Sete Sóis, Sete Luas” decorre de 25 de Junho a de 3 de Setembro na Fábrica da Pólvora de Barcarena acolhendo este ano onze concertos. Os espectáculos têm início às 22H00 e são de entrada livre, limitada aos lugares disponíveis.

Para saber mais clique em CMO

sábado, 19 de junho de 2010

CAMINHADA NA FÁBRICA DA PÓLVORA





Na sequência do anúncio da CMO relativo ao Programa "Actividades ao Ar Livre" um grupo de moradores e amigos, ligados à nossa Associação, decidiu participar nesta iniciativa da CMO.
O percurso, sempre a subir na parte inicial, foi cansativo para algumas pessoas. Por outro lado, convenhamos, passear por zonas urbanas ou na expectativa de o serem não parece ser o lado mais atractivo. De qualquer modo, ao atingirmos a parte mais alta do Vale da Ribeira de Barcarena podemos desfrutar de uma vista alargada sobre parte do Concelho de Oeiras, Sintra, Lisboa e Amadora. Tirando uma horta aqui, tudo o resto estava abandonado da agricultura que não há muitos anos preenchia esses espaços. Parámos na Igreja de Leceia para descansar um pouco e, quase sempre a descer, la retornámos à belíssima Fábrica da Pólvora que é já um dos ex-libris do Concelho.
Por ausência de informação, muitos de nós pensaram que o percurso integrava as margens da Ribeira. Tal parece ainda não ser possível porque grande parte dos terrenos são particulares. Seria desejável que o projecto já anunciado de um percurso pedonal ao longo da Ribeira se faça o mais depressa possível. Desde a Quinta da Moura, Ribeira Abaixo, Ribeira a Acima, Leceia, Barcarena e Fábrica da Pólvora, que se pode desfrutar da proximidade com a Naturez próxima da sua virgindade inicial, ainda que humanizada.
Não obstante a ausência de uma informação cultural, complementar à caminhada, o saldo pareceu-nos positivo. Os técnicos da CMO e da "Empresa de eventos" pareceram-nos simpáticos e cuidadosos com as pessoas de menor mobilidade. Bem hajam.

domingo, 13 de junho de 2010

CAMINHADA EM BARCARENA

Clicar em cima para ampliar


Integrada no Programa "Actividades ao Ar Livre"a CMO vai organizar uma caminhada na zona da Fábrica da Pólvora de Barcarena.
A inscrição poderá ser efectuada até Quinta-Feira (17 de Junho)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A PRÉ-HISTÓRIA DE OEIRAS

"Uma escavação no concelho de Oeiras, em Leceia, permitiu identificar as mais antigas peças em marfim em Portugal, num povoado pré-histórico com cerca de 11 mil metros quadrados, que hoje está integralmente à vista.

As várias peças encontradas, originárias da África, são de marfim em bruto e de produtos manufacturados com este material, e datam dos anos 2700 a.C a 2500 a.C. Com esta descoberta, os arqueólogos conseguiram provar que já nessa altura existiriam trocas comerciais, incluindo de bens de luxo, entre as zonas costeiras de Portugal e Espanha e o continente africano e asiático.
“A reunião entre os especialistas permitiu demonstrar a existência de trabalhos em marfim na pré-história”, afirma João Luís Cardoso, arqueólogo que participou nos trabalhos de escavação no povoado de Leceia, e que publicou os resultados da sua investigação na mais recente edição da revista científica “Antiquity”. “No caso das peças encontradas e que foram analisadas na Alemanha, o marfim vinha do norte de África, ou excepcionalmente do aproveitamento de um dente fóssil de um elefante”.
No entanto, este estudo não se centrou só em Portugal. Em Espanha, na região da Andaluzia oriental, Almería, o povoado Los Millares e as suas sepulturas demonstraram a existência de peças de marfim produzidas do elefante asiático. “Isto significa que tinham de vir do mediterrâneo oriental”, explica o arqueólogo, que é também professor na Universidade Aberta. E salienta: “É a primeira vez que se documenta a origem deste comércio, que no fundo atravessa todo o Mediterrâneo, relativamente à presença desse elefante. Já nessa altura havia um comércio a longa distância”.
João Luís Cardoso esclarece que já era do conhecimento daqueles que estudam este tema que, nessa altura, haveria relações comerciais entre os continentes por causa da afinidade das peças de carácter religioso, por exemplo. Porém, não havia a consciência de que tais relações seriam tão extensas. “Agora é possível demonstrar essas relações sobre a forma de marfim em bruto ou peças manufacturadas”.
Estas descobertas revelam também que na Idade do Cobre as sociedades já eram bastantes diferenciadas socialmente, pois os produtos de marfim que foram encontrados destinavam-se a pessoas de um nível social mais alto. “Não eram todas as pessoas que tinham acesso a essas peças de luxo”, diz João Cardoso. A maior parte das peças encontradas são alfinetes grandes, de toucado, feitos de marfim do elefante asiático. É desde logo inegável a relação comercial com o mediterrâneo oriental. Tais produtos só terão chegado à Península Ibérica através da travessia do estreito de Gibraltar.
Este trabalho arqueológico especializado só foi possível devido à contribuição de vários elementos. Os alemães Thomas Schuhmacher e Arun Banerjee fizeram parte da equipa e as escavações foram patrocinadas pela câmara municipal de Oeiras, por meio do centro de estudos arqueológicos do concelho. “É uma colaboração internacional que beneficia a arqueologia portuguesa”, destaca João Luís Cardoso."

*Publicado no Jornal Público de 13.01.2010